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Quanto custa um equipamento médico parado? Entenda o custo invisível da falta de manutenção

27 de ago.
5 min de leitura

Quando um equipamento médico apresenta uma falha, a primeira pergunta geralmente é:

“Quanto vai custar o conserto?”


Mas talvez essa não seja a pergunta mais importante.


Em clínicas, hospitais e centros de diagnóstico, o custo de um equipamento parado pode começar muito antes da chegada da assistência técnica e continuar crescendo a cada hora em que aquele dispositivo permanece indisponível.


Exames deixam de ser realizados. Procedimentos precisam ser reagendados. Profissionais ficam impossibilitados de executar determinadas atividades. Pacientes aguardam. A agenda é reorganizada.


E o que inicialmente parecia ser apenas um problema técnico começa a se transformar em um problema operacional, financeiro e assistencial.


Por isso, quando falamos em manutenção de equipamentos médicos, o verdadeiro objetivo não deve ser apenas reparar máquinas.


Deve ser preservar a disponibilidade do serviço.


Quanto custa manter esse equipamento parado?


O equipamento parado tem um custo mesmo quando ninguém está calculando


Imagine que um eletrocardiógrafo, monitor multiparamétrico, esteira ergométrica, polígrafo ou outro equipamento utilizado diariamente apresente uma falha inesperada.

O orçamento da manutenção pode ser facilmente identificado.


Mas existem outros custos que normalmente não aparecem na ordem de serviço.

Entre eles:

  • exames que deixam de ser realizados;

  • procedimentos cancelados ou reagendados;

  • profissionais e salas que ficam ociosos;

  • pacientes que precisam ser redistribuídos;

  • necessidade de equipamentos substitutos;

  • fretes emergenciais e atendimentos urgentes;

  • redução da capacidade de atendimento;

  • impacto sobre a experiência do paciente;

  • possíveis consequências sobre prazos e indicadores operacionais.


É aí que aparece o chamado custo do downtime, ou custo da indisponibilidade.


E quanto pode representar uma única parada?

Não existe um valor universal.


O custo depende do equipamento, da quantidade de atendimentos realizados, do ticket médio dos procedimentos, do número de profissionais envolvidos e do tempo necessário para restabelecer a operação.


Mas podemos fazer um exercício simples.


Imagine uma clínica que utilize determinado equipamento para realizar 12 procedimentos por dia.


Se cada procedimento representar, hipoteticamente, uma receita média de R$ 250, aquele equipamento participa de uma operação equivalente a:


12 × R$ 250 = R$ 3.000 por dia.


Se permanecer indisponível durante três dias úteis:


R$ 3.000 × 3 = R$ 9.000 em procedimentos impactados.


Esse valor não deve ser interpretado como prejuízo líquido ou como referência de preço do mercado. É apenas um exemplo para demonstrar como a indisponibilidade pode rapidamente superar o custo da própria manutenção.


E ainda não incluímos equipe, reagendamento, atendimento emergencial ou impacto sobre outros setores.


É justamente por isso que avaliar somente o preço da assistência técnica pode gerar uma visão distorcida do verdadeiro custo de uma falha.


A indisponibilidade não é apenas uma hipótese


Um estudo publicado em 2026 analisou a disponibilidade de equipamentos médicos críticos em um hospital terciário.


O índice médio de downtime encontrado foi de 8,78%.

Em monitores cardíacos, a indisponibilidade chegou a 41,8% dentro da amostra estudada.


Outro dado chama a atenção: a manutenção inadequada respondeu por 25,28% das causas identificadas de indisponibilidade. Falhas do produto representaram 14,94%, enquanto problemas relacionados ao manuseio corresponderam a 14,18%.


Naturalmente, trata-se de uma instituição e realidade específicas fora do Brasil.

Mas o estudo evidencia algo importante:


uma parcela da indisponibilidade pode estar relacionada a fatores que podem ser gerenciados.


Manutenção, disponibilidade de peças, conhecimento dos operadores e planejamento técnico fazem parte dessa equação.


Manutenção preventiva não significa apenas evitar que o equipamento quebre


Esse é um ponto que devemos explorar bastante na comunicação da Gah Med.


A manutenção preventiva muitas vezes é apresentada simplesmente como uma maneira de “evitar defeitos”.


Na realidade, seu papel é muito mais amplo.


Ela permite acompanhar o estado do equipamento, identificar desgastes, verificar componentes, observar alterações de desempenho e planejar determinadas intervenções antes que uma falha inesperada interrompa o atendimento.


A diferença é estratégica:


Manutenção corretiva responde a um problema.

Manutenção preventiva ajuda a gerenciar quando e como determinadas intervenções serão realizadas.


Isso significa trocar parte da imprevisibilidade por planejamento.


Planejar a manutenção pode mudar o resultado


Um estudo publicado em 2024 acompanhou oito aceleradores lineares utilizados em um hospital oncológico.


Depois da implantação de um programa estruturado de melhoria da gestão e manutenção, os pesquisadores observaram uma redução de 40,45% no tempo de indisponibilidade dos equipamentos, além de redução de 43,63% na frequência de eventos relacionados a paradas.


Novamente, trata-se de um tipo específico de equipamento e de uma instituição determinada.


Mas o princípio é importante:


gestão técnica estruturada pode influenciar diretamente a disponibilidade dos equipamentos.


Existe ainda um segundo custo: a urgência


Quando a falha acontece de forma inesperada, surgem despesas que poderiam não existir em uma intervenção planejada.


Pode haver necessidade de:


atendimento prioritário, deslocamento emergencial, aquisição imediata de componentes, alteração de agenda, locação temporária ou substituição do equipamento.


Ou seja:


não é somente o reparo que fica mais difícil.


Toda a operação precisa reagir ao problema.

Na manutenção programada, por outro lado, muitas dessas decisões podem ser tomadas previamente.


A instituição consegue programar horários, organizar a agenda e preparar alternativas para reduzir a interrupção do serviço.


Disponibilidade também é uma questão de segurança


Em equipamentos médicos, disponibilidade e segurança caminham juntas.


A RDC nº 509/2021 estabelece critérios relacionados ao gerenciamento das tecnologias utilizadas pelos estabelecimentos de saúde. Em orientação oficial, a Anvisa reforça que os serviços são responsáveis pelo gerenciamento do seu parque tecnológico e devem submeter os equipamentos às intervenções técnicas necessárias, incluindo calibração e manutenções preventiva e corretiva, para mantê-los em condições de uso e segurança.

Portanto, não se trata apenas de produtividade.


Existe também uma responsabilidade relacionada às condições técnico-operacionais desses equipamentos.


Quanto custa não saber quando foi feita a última manutenção?


Existe outra pergunta que gestores deveriam fazer:


Quando foi realizada a última manutenção preventiva de cada equipamento da instituição?


E depois:

Qual foi a última calibração?

Quando ocorreu o último teste de segurança elétrica?

Existe histórico de falhas?

O equipamento apresenta recorrência de algum defeito?

Existem peças ou acessórios próximos do fim de sua vida útil?

Essas informações ajudam a transformar manutenção de uma atividade reativa em uma estratégia de gerenciamento do parque tecnológico.


Uma fórmula simples para começar a medir o custo da indisponibilidade


Uma clínica ou hospital pode criar seu próprio indicador.


Custo potencial da parada =

**procedimentos impactados× valor médio por procedimento

  • custo da equipe ociosa

  • custos emergenciais

  • equipamentos substitutos

  • demais impactos operacionais**


Não é necessário transformar cada interrupção em um cálculo financeiro extremamente complexo.


O simples fato de acompanhar quantas horas o equipamento ficou indisponível já pode revelar informações importantes.


Com o tempo, a instituição pode acompanhar indicadores como:

MTTR — Mean Time to Repair: tempo médio necessário para reparar.

MTBF — Mean Time Between Failures: tempo médio entre falhas.

Disponibilidade: percentual de tempo em que o equipamento está apto para utilização.

Esses indicadores transformam manutenção em informação para tomada de decisão.


O equipamento mais caro pode ser aquele que não está disponível


Hospitais e clínicas investem valores significativos na aquisição de tecnologia.

Mas o retorno desse investimento depende de algo básico:


o equipamento precisa estar disponível quando o paciente precisa dele.


Por isso, escolher a assistência técnica apenas pelo menor orçamento pode ser uma economia aparente.


Experiência técnica, capacidade de diagnóstico, manutenção preventiva, calibração, segurança elétrica, disponibilidade de peças e qualidade do suporte devem fazer parte da decisão.


A própria Gah Med trabalha com manutenção preventiva e corretiva, calibração, segurança elétrica e suporte a equipamentos hospitalares, reunindo uma equipe com mais de 20 anos de experiência técnica.


Manutenção não é somente custo. É disponibilidade.


No final, talvez a pergunta mais relevante não seja:

“Quanto custa realizar a manutenção?”

Mas:

“Quanto custa manter esse equipamento parado?”


Uma estratégia adequada de manutenção pode contribuir para reduzir interrupções inesperadas, prolongar a vida útil dos equipamentos e aumentar a previsibilidade da operação.


E quando a tecnologia faz parte diretamente do atendimento ao paciente, disponibilidade não é apenas eficiência.


É continuidade do cuidado.


Precisa revisar o plano de manutenção dos equipamentos da sua clínica ou hospital?


A Gah Med oferece manutenção preventiva e corretiva, calibração, segurança elétrica e suporte técnico especializado.


Fale com a equipe Gah Med e mantenha sua operação preparada para continuar funcionando.

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